domingo, 24 de junho de 2012

Mentira Cotidiana. Simples Assim?

É como se, depois de um tempo, sempre se chegasse a conclusão de que não vale a pena, como se nenhum esforço compensasse ou como se a cada atitude vista, algo se perdesse um pouco. É assim muitas vezes a nossa relação com alguém que se aproxima de nós. Vemos, pensamos e concluímos que tivemos uma primeira impressão errada.

A intenção aqui não é generalizar os fatos ou as pessoas, mas apenas de expor o que se passa com muitos quando adotam a opção de deixar que alguma pessoa faça parte de sua vida. Alguns dizem que a primeira impressão é a que fica, mas bom seria se assim realmente fosse. Quem nunca conheceu alguém e algum tempo depois viu que a pessoa que você havia conhecido não era a mesma pessoa de agora? Imagino que muita coisa tenha se passado pela sua cabeça ao pensar nisso. 

Felizmente o ser humano é dotado de grande inteligência e hábil capacidade para se relacionar, formar grupos e interagir com vários indivíduos em curto espaço de tempo, mas, infelizmente, isso é usado de maneira estranhamente imatura e inconsequente. Usam de todos esses atributos para constituir relações frágeis tanto quanto as suas personalidades, ou melhor dizendo, quanto os seus personagens. Vivemos, convivemos e vemos que muito do que se enxerga é pouco do que se pode esperar, muitas vezes de forma negativa.

O que vem se mostrando é uma desvalorização do outro e das relações que deveriam ser baseadas em verdades. Muito se tem mostrado e pouco se tem provado quanto ao que realmente somos ou deveríamos ser. Muita decepção quanto à concepção do que o outro se mostrou ser e o que realmente era. Muita coisa suja escondida e sem preocupação alguma para ser limpa, esperando apenas que a qualquer momento toda ela seja despejada em cima do outro e que ele apenas aceite, achando tudo aquilo algo "normal". É muita piada pra pouca graça, muita brincadeira pra pouco palhaço. Enfim, sociopatas em grande escala, sociopatas legitimados.
Níkolas Medson

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Medo de Espelho

Domar a ira, dominar a ansiedade, exercitar a paciência... Algumas coisas que parecem tão simples até o momento em que você decide que vai ter um certo controle sobre elas. É muito fácil ser paciente, a menos que você se depare com uma situação onde realmente necessite tê-la. São de coisas assim que eu estou falando.

Penso que não fomos educados para que eduquemos a nós mesmos. Nos tornamos seres que desejam ter o controle de tudo e de todos, mas não controlamos a nós mesmos. Esta é uma verdade que preferimos não enchergar, talvez para não sentir a responsabilidade de ter de fazer algo. A comodidade é muito mais fácil e aí está mais uma prova do nosso "autodescontrole"; o fato de que sabemos que algo está errado e não querermos mudar por medo de não conseguir ir contra isso o suficiente. Mas espere um pouco, temos medo de nós mesmos? Sim; é o que parece.

Estamos fugindo de nós mesmos a todo momento, tememos os nossos desejos, os nossos sonhos, as nossas opiniões e ainda mais aquilo que em nós ainda é desconhecido, daí, fugimos ainda mais. E esse não é o caminho mais adequado. Se o homem não tivesse tanto medo de si, ele poderia se desenvolver muito além daquilo que todos dizem que pode. O poder de tudo não está nas grandes descobertas, mas nas pequenas descobertas que geram grandes diferenças. Não pode ir muito longe quem tem medo de ir muito perto, quem tem medo de olhar pra dentro e dar de cara com os limites, o obscuro e o que não se encaixa com o que está ao redor.

Certa vez li em um livro algo que dizia que no fundo de cada homem reside poderes que até ele mesmo desconhece, trazendo a ideia de que esses poderes estavam ali perdidos porque nós não temos o acesso devido para chegar até eles. Hoje penso que esses poderes realmente existem, mas não o conhecemos, não por ignorância, mas sim por medo, medo que o ser humano tem de si mesmo. Quer entender o outro, mas foge de si e, mesmo quando quer se compreender, se amedronta, pois tem medo do que sabe que pode encontrar, então toca somente aonde sabe que lhe é agradável. Precisamos tomar cuidado com os caminhos inversos, pois eles podem nos levar para algum lugar muito distante de onde nunca deveríamos ter tirado o olhar.
Níkolas Medson

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Estar Consigo, Estando com o Outro ou Só

Saiba estar sozinho e chore se necessário. Muitas coisas em nossa vida não são da maneira que queremos e outras, mesmo que sejam, acabam nos machucando aos poucos. Mesmo assim, não podemos deixar que isso seja tão relevante.

Quando se trata de pessoas que fazem parte de nossos dias, é sempre muito complicado falar, pensar e principalmente concluir algo. Cada um tem uma forma de pensar e várias formas de agir. No nosso relacionamento interpessoal, usamos tanto o outro como apoio para satisfazer às nossas necessidades e nossas realizações, que o outro acaba se tornando,muitas vezes, alguém imprescindível para nós. Mas será que na verdade das coisas é mesmo assim?

Na formação psicosocial de algumas pessoas, essa necessidade de apego ao relacionamento interpessoal tem papel importante. No entanto, como nunca teremos real ou permanente controle sobre as pessoas que nos rodeiam, isso pode se tornar uma armadilha.

Damos ao outro espaço que não lhe é devido, muitas vezes, dando até o espaço principal, lugar este que é predestinado somente a nós. Enquanto isso, vamos vivendo e nos perdendo, deixando que o outro seja o marco, ponto principal de nossa trajetória, o que faz com que nos percamos um pouco mais a cada atitude em prol deste e fique cada vez mais difícil encontrar a si. Até que num momento de choque vemos que aquele não está mais ali e estamos totalmente perdidos por conta do buraco que cavamos para nós mesmos, aplicando a alheios importância e responsabilidades que deveriam ser somente nossas, afinal, a vida é SUA e não de outrem.

Aí então vemos a necessidade de aprender a estar sozinho e como é triste chorar por ter de observar tudo aquilo que passou ou que está acontecendo de longe, sem poder fazer muita coisa, a fim de salvar a nós mesmos e aprender a ser feliz como se deve verdadeiramente ser; com nós mesmos como foco, não perdendo mais tempo, oportunidades e pessoas, principalmente nós mesmos.
Níkolas Medson

domingo, 17 de junho de 2012

Reclamar. Será que compensa?

Passar os nossos dias reclamando às vezes é uma das coisas mais cruéis que podemos fazer com nós mesmos. É triste quando caímos na real e vemos que a nossa vida é tão boa! Estranho isso? Não.

O que digo é que passamos tanto tempo reclamando de nossa vida, sem perceber, que quando vemos tudo de bom que há nela, muito já se passou e ótimas oportunidades de sorrir tranquilamente já se perderam. Fechamos os nossos olhos àquilo de bom que existe em nossos dias e olhamos apenas para aquilo que queremos, no caso, o que nos incomoda. Não conseguimos sequer perceber que há tanta gente com reais sofrimentos, que se levantássemos do nosso sofá e fossemos ajudar seríamos pessoas muito mais felizes e melhores. Mas não percebemos o quanto somos felizes e isso é lamentável.

Reclamamos de nosso emprego, de nossa família, de nosso relacionamento e de nossa aparência. Tudo se torna motivo de depreciação. É triste saber que muitas vezes é assim. Eu mesmo já fiz tanto isso! Esse texto é resultado de uma reflexão e tomada de decisão a tornar a olhar a vida com bons olhos. Agora pare e pense se você também não está perdendo oportunidades de ser feliz por conta de olhar apenas para aquilo que lhe incomoda e pode ser minúsculo.

Precisamos tomar cuidado para que isso não torne a nossa vida algo medíocre e necessária de arrependimentos e lágrimas, desta vez verdadeiras, por conta de não termos vivido bem enquanto tivemos a oportunidade. Viva agora, viva o agora e viva sabendo que nada é pra sempre. Sendo assim, aproveite e ame; e se ame. Isso fará com que você veja que tudo é melhor, bem melhor que nós pensamos que seja.
Níkolas Medson

Talvez uma Verdade Cheia de Mentiras

Mais uma vez retorno a este blog fazendo algumas análises sobre a nossa vida cotidiana. Hoje senti a necessidade de falar das tomadas de decisões que precisamos ter, mas que acabam se tornando difíceis por conta da "aceitação" das pessoas ao nosso redor.

Tentamos tanto conseguir autonomia na nossa vida financeira, profissional, amorosa; mas chega um ponto em que paramos e vemos que as nossas decisões estão girando em torno de opressões feitas a nós a todo tempo. Penso que isso gere uma confusão em relação ao que somos para os outros e o que somos para nós mesmos e a nossa realização em torno disso. Paramos em um dado ponto e vemos quantas decisões acabamos tomando contra a nossa verdadeira vontade, sem que possamos perceber.

Reclamamos da alienação da mídia, mas não percebemos a alienação que é feita em nós através dos que nos rodeiam. Como pode ser tão difícil saber se uma atitude é certa? A resposta é simples. Porque baseamos a sua legitimidade na aprovação dos outros. Cada pessoa é diferente e não há como receber a aprovação de todos, mas mesmo assim tentamos. Isso é um grave erro que cometemos. Pois pode nos deixar sempre insatisfeitos com as nossas atitudes, por mais que tenhamos agido conforme a nossa consciência ou nossas ideias. 

Sim, o mundo precisa de pessoas com opiniões. Mas nós precisamos apenas de consciência e verdade nas nossas decisões. Não desagrade aos outros quando necessário, mas aja com autonomia sempre que possível, mesmo que isso signifique um desencaixe em relação às "verdades" alheias. Isso sim faz toda a diferença!
Níkolas Medson