terça-feira, 1 de maio de 2012

Acho Que o Mais Importante Seja a Formação de Pessoas

Há pouco tempo, um juiz do Brasil disse que a união homoafetiva não deveria ser reconhecida, pois a união de dois homens não gera filhos, assim, não contribuindo para a formação do Estado. Hoje vi um caso parecido com isso, o que me gerou uma indignação tremenda. Dessa forma, casais estéreis não poderiam ter a sua união reconhecida, mesmo sendo héteros.

É claro que a união entre dois homens nunca poderá gerar um filho fruto do amor entre eles, no entanto isso não significa que ele não contribuem para a formação do Estado. Muito casais gays hoje procuram adotar crianças e encontram grandes dificuldade nesse processo por conta de sua orientação sexual. Enquanto isso, as crianças ficam nos orfanatos com cada dia menos chances de serem escolhidas por casais héteros, que têm a possibilidade de "formar" o Estado.

Penso que a verdadeira formação do Estado esteja muito além gerar ou não filhos, mas sim, do trabalho de gerar cidadãos e pessoas de bem. Se colocar crianças no mundo fosse efetivar a formação do nosso Estado, o Brasil seria um dos países com melhor formação estatal do mundo! Olhemos para a quantidade de abrigos abarrotados de menores para adoção. São inúmeros e na maioria das vezes, paupérrimos. Casais héteros podem se casar, adotar e participar da formação do país., enquanto os homoafetivos ficam marginalizados e privados até mesmo de contribuir para a formação da vida deles próprios e de outras pessoas que necessitam apenas de um lar, mas que não se enquadram nos padrões do casais "formadores do Estado. Enquanto os casais "normais" contribuem para o país gerando filhos e, muitas vezes os abandonando ao léu, as crianças ficam em orfanatos aguardando alguém que os escolha entre tantos e os casais gay ficam marginalizados sem poder exercer o seus direitos individuais e coletivos.

Os meus parabéns ao STJ pelo reconhecimento do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Agora sim o Brasil será um país melhor. Mais democrático e com menos preconceitos com esse grande passo na família e Justiça brasileiras.
Níkolas Medson