domingo, 22 de abril de 2012

Quando os Sorrisos Começam a se Perder


Negar o fato de que a vida é feita de inúmeros momentos que passam despercebidos aos nossos olhos é um dos erros mais comuns dos nossos dias. Observando um pouco mais os acontecimentos em torno de mim, pude perceber que a vida realmente nunca para, mesmo quando pensamos que nada esteja acontecendo. Em questão de um segundo, muita coisa pode mudar e não nos damos conta.

Com isso, também podemos ver a nossa falta de controle sobre os acontecimentos à nossa volta. Como o fato de que hoje, num momento comum de nosso dia, podemos estar sorrindo, mas se algo acontece em questão de pouquíssimo tempo, aquilo pelo que estávamos felizes, se torna algo que começa a nos ferir, mas não percebemos.Se agora, você está sorrindo com alguém, um minúsculo fato pode fazer com que no próximo dia você esteja chorando por aquela pessoa, ou com ela.  Tudo é muito complexo, muito rápido e, na maioria das vezes, incontrolável.

Penso que o melhor que possamos fazer seja aprender a estar atento às mudanças e a responder o melhor possível a elas. Não há razão de sofrermos muito por algo não tão grande. Mas há mil razões para nos animarmos nas pequenas alegrias de todos os dias, os acontecimentos a que damos menos atenção em nossa vida e que mais valem a pena de serem aprofundados.
Níkolas Medson

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Que Pensam e o Que Somos


Algumas vezes precisamos parar e olhar a vida como um filme, mas um filme que não foi escrito ou dirigido por nós mesmos. Pensando dessa forma, podemos ver
que, independente do que pensamos ou fazemos, sempre existirão pessoas à nossa volta trazendo à vida delas acontecimentos nossos como se fossem histórias que
irão marcar com algum fim; seja ele bom ou não. No entanto, independente do que tentamos fazer para que tenhamos controle do que pensam de nós, sempre pensarão inúmeras coisas boas e também inúmeros pensamentos insignificantes. E não podemos prender as nossas atitudes a isso.

Olhando um pouco mais para as nossas próprias atitudes e tentando questioná-las, vemos que hoje em dia vivemos muito mais pelo que queremos que pensem de nós, do que pelo que realmente somos. Isso tudo desvirtua a nossa identidade e cria uma vida de pessoas tentando parecer algo e cada vez mais se perdendo nas ilusões criadas por cada uma de suas invenções sobre si mesmos.

A sociedade atual preza muito aquilo que vê e aquilo que expõe, prega que devamos abrir mão dos mitos e crenças, mas ensina que todos devemos nos tornar seres "épicos" no meio de mortais, não esclarecendo que, por mais "grandiosos" que sejamos, somos pessoas iguais; com particularidades, mas com as mesmas verdades e mentiras humanas.

Todos nós temos a semente da grandiosidade dentro de si, mas ao invés de trabalhar para a conquista dessa verdadeira grandiosidade, preferimos nos acomodar e fazer parte de um sistema medíocre que ensina que existem pessoas mais "valiosas" e que obriga todos a entrarem em uma competição de realidades paralelas, onde cada um cria a sua própria valoração, o seu próprio motivo de valor, que acredita não ser algo seu por natureza, mas sim algo que deva ser conquistado por ele não haver conseguido alcançar ou se encaixar nos padrões apresentados pelos "heróis".

Com esse pensamento, parece que fica explícito o desrespeito que estamos tendo com nós mesmos, com tudo o que somos, e jogando na mão do outro a responsabilidade de dizer quem somos nós, pois já não entendemos que somos aquilo que pensamos, dizemos e fazemos, mas criamos a consciência de que somos
apenas aquilo que o outro pensa de nós.
Níkolas Medson

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Onde Há Força e Beleza


Algumas pessoas têm o dom de nos inspirar as coisas boas. São a partir dessas pessoas que o mundo se move para o que há de bom, pois nem todos aqueles que vivem conseguem fazer da vida algo maior e que possa servir de exemplo para outros fazerem o mesmo.
Há algum tempo conheci uma pessoa assim, alguém que me faz ver que, apesar dos pesares, tudo deve ser levado em frente, nunca é necessária a desistência, nunca se deve abater pelo cansaço e, mesmo que as dores existam, devemos sorrir e fazer com que elas nos façam mais fortes e nos levem mais adiante.
Fico feliz quando pessoas assim começam a fazer parte da minha vida, seja como colega de palco, como artista ou como mestra, o que importa é poder olhar sempre e enxergar alguém que passa força e que se mostra dona de si, o que inspira a todos que sabem olhar o que é uma vida. Esses são os meus agradecimentos a minha querida professora Célia Gusmão. Muito Obrigado!
Níkolas Medson