quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

No Extremo Do Vácuo

Parar, pensar, viver ao menos um segundo. Estamos perdendo a noção de que isso é de extrema importância para a qualidade de vida e para todo o mais que precisamos nos nossos dias. Estamos vivendo de uma maneira em que dedicamos cada vez mais tempo às nossa atividades cotidianas e menos tempo a nós mesmos. Estamos vivendo um processo em que estamos confundindo o que é estar atento com aquilo que está em volta em relação ao que é estar atento com àquilo que somos.


Dedicamos atenção ao trabalho, às novelas, às atividades com os colegas do futebol e esquecemos que precisamos ter momento exclusivo para estarmos sós e tranquilos; um momento de estarmos apenas parados e em silêncio. Isso mesmo, apenas um momento para estarmos no meio do vazio que pudermos encontrar nessa rotina massante e louca em que vivemos hoje.

Quando estamos em meio ao nada, o ser procura algo e, como a única coisa que existe ali é o eu, toda a nossa atenção se volta para a pessoa que somos. Nesse momento vemos que o tempo que dedicamos todos os dias a muitas coisas, pensando ser um tempo dedicado a nós, é um engano.

Acabamos transformando até os nossos momentos de lazer em momentos de obrigações, pois nos sentimos obrigados a ter lazer em meio a todo o trabalho, mas como nos dedicamos mais à atividade do que ao quanto estamos nos sentindo bem  (ou não) com ela, isso se torna algo que não supre a nossa necessidade.

"Quero um momento para nós mesmos!"

É preciso se desligar das coisas e promover um reencontro.
Queremos nos descobrir nos outros, queremos nos descobrir nas coisas, mas esquecemos de nos descobrir em nós mesmos.
Níkolas Medson

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A Diva Que Nunca Será Esquecida, Whitney Houston


E foi mesmo assim, mais um diva morre. O triste é que foi a maior delas e a inspiradora de todas as que vieram depois. O grande ícone da música pop se foi aos 48 anos, no dia 11/2/2012, onde foi encontrada morta num quarto de hotel e sem êxito nas tentativas dos médicos a fim de ressuscitá-la.

Whitney Houston com certeza não será um nome esquecido, pois será sempre lembrada em todas as grandes divas que vieram logo após ela e que nela se inspiraram. Whitney foi a primeira grande voz do pop mundial com a sua extensão vocal esplendida e voz fora do comum. Com todas as suas técnicas, que logo ganharam espaço por conta de sua bela voz em ação, fazia de todas as canções uma obra única.

Nunca poderemos esquecer dessa grande mulher, que passou por extremos altos e baixos em sua vida e que teve sua vida exposta para tantos em todos estes. Foi uma mulher que soube passar por cima dos obstáculos, vencer os desafios e dar a volta por cima provando ao mundo o que uma pessoa poderia fazer se acreditasse nela mesma. O seu último grande sucesso foi a canção "I Look To You", onde a cantora mostra a sua forte ligação com Deus e a sua remição depois de todos os percalços e barreiras que havia superado, lembrando também de todas as críticas que recebeu enquanto estava inundada nas drogas.

A sua última apresentação foi na pré-festa do Grammy (prêmio que já a consagrou por várias vezes), onde cantou a música "Yes Jesus Loves Me" em meio a todos os gritos do público, que sempre ficou extasiado em suas apresentações e sempre a amou.

A grande inspiradora de muitos agora encerra a sua carreira aqui, mas como uma diva nunca morre, continuará presente nas trilhas sonoras de nossas vidas e marcando partes de nossa história com as suas belas canções, ou posso dizer, obras únicas criadas e vividas por ela.

Nunca nos esqueceremos dela, a grande e singular Whitney Houston (1963-2012), que vai deste mundo deixando tristes muitos amantes, mas, com certeza, com os intermináveis aplausos de todos e agradecendo a todos estes, como sempre fazia.
Níkolas Medson

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Etnocentrismo em Mulheres Ricas e a Hipocrisia na População Brasileira


Um dos motivos de grandes problemas da humanidade foi o grande pavor a certas raças, costumes, crenças, sexualidade ou nível social. De acordo com os nossos valores morais atuais, o preconceito é tido como algo não adequado ou agradável e somos repletos de políticas com o intuito de combater este tipo de pesamento.

Atualmente está sendo exibida num canal de TV aberta, um programa onde cinco mulheres ricas têm o seu cotidiano exposto e onde os telespectadores podem conhecer a vida de cada uma delas.

O que acaba gerando uma questão contraditória é que uma das participantes anda chamando bastante atenção e ganhando grade adesão do público pela sua forma de lidar com todos ao seu redor. Esta "personagem" não vive sem champagne, só gosta de coisas luxuosas e não poupa nos gastos. Até aí tudo bem, o problema é que um dos motivos da grande adesão do público por esta, é o seu jeito "cômico" de tratar a pobreza e os pobres.

A Val, como é chamada no programa, diz o tempo inteiro que detesta pobreza e demonstra grande antipatia de conviver com qualquer coisa que esteja ligada a ela. Fato estranho é este ter sido o maior atrativo que os espectadores viram nela. O que muitos parecem não ver, é o fato de que essa mulher representa algo que dizemos combater todos os dias.

O grande menosprezo dela vem sendo criticado pelas pessoas ricas, ou que têm um senso crítico mais elevado,  como uma grande vergonha e caricatura da massa de alto nível do país. Alguns dizem até ser uma vergonha o programa, pelo papel ao qual essas mulheres se sujeitam e a imagem que elas passam às pessoas que acompanham o programa. Isso sem falar de todos os desentendimentos explícitos que acabam sendo gerados entre elas por conta da maneira indelicada do tratamento de uma com a outra, maneira esta que causa até um certo espanto, pois, por se tratarem de mulheres da alta estirpe, espera-se que tenham ao menos educação de para conviverem entre si.

Enfim, aquilo em que fazemos tanta demagogia em cima, acaba virando circo para os nossos olhos quando queremos ver alguém menosprezando outro sem que precisemos nos expor para fazer isso. Todos os dias criamos mais políticas e atos a fim de lutar contra algo que, na verdade, acaba sendo um desejo reprimido nosso e que saciamos vendo alguém fazendo por nós aquilo que queremos fazer todos os dias e não podemos. Pois, já que no nosso país quem é rico pode quase tudo, deixamos que eles façam o que desejamos fazer e não podemos. Uma grande hipocrisia, mas enquanto isso, continuemos nas nossa políticas públicas contra qualquer tipo de etnocentrismo por uma "sociedade melhor". Níkolas Medson

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Belo Naquilo que é Simples


Algumas vezes procuramos muito e encontramos pouco. Mas por que isto? Será que nunca encontraremos o que procuramos? Acho que a resposta pra isso é o fato de não sabermos o que realmente procuramos e queremos.

Quando queremos algo que pensamos estar distante, recorremos logo às opções mais complexas ou àquelas com as quais nós não nos identificamos.

Se parássemos pra pensar que muitas vezes o nosso prazer que buscamos naquele momento não está na música mais badalada do momento, mas naquela playlist antiga que temos no computador, que o conforto não está no look mais bem montado, mas sim naquelas sandalha e blusa velha que temos em casa e que o melhor sabor não está no melhor restaurante, mas naquele hambúrguer da lanchonete da esquina, talvez saberíamos que a resposta pra muitos de nossos anseios está bem mais perto do que pensamos e podemos.

Não quero dizer que devemos deixar de lado tudo aquilo que é complexo, mas que devemos olhar para o belo que existe na simplicidade. Tudo o que é complexo tem em sua base uma coisa simples. Nem sempre o que está na mídia é o que mais nos agrada e nem sempre quem está no auge é aquele que tem as melhores explicações para as questões da vida e o melhor que podemos encontrar para nos dizer aquela palavra que precisamos em algum momento.

Observemos o simples e contemplemos nele a beleza do início. O início de uma vida, início de uma coisa grande e, principalmente, o início de um novo olhar nosso sobre todas as coisas. Níkolas Medson